terça-feira, 29 de setembro de 2009

GENOMA BOVINO


A conclusão do sequenciamento do genoma bovino e as informações consequentes poderão ser usados para melhorar a qualidade da carne bovina nacional e a competividade do país, já que o Brasil é o principal produtor e exportador. A melhora vale também para o leite. A opinião é do veterinário José Fernando Garcia, da Unesp de Araçatuba, um dos integrantes do consórcio que realizou a pesquisa, cuja liderança é do Centro de Sequenciamento do Genoma Humano do Baylor College of Medicine, de Houston, no Texas, e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No Brasil, contou com apoio da Unesp - Universidade Estadual Paulista e da Embrapa Recursos Genéticos, de Brasília, cujo pesquisador Alexandre Caetano coordenou a equipe.

O professor José Fernando Garcia fez a anotação dos genes dos tecidos do sangue e da pele. Segundo Guilherme Gallerani, Garcia colaborou também para a implantação do programa Igenity, que realiza teste de DNA para revelar o potencial genético de bovinos de corte e de leite há dois anos no Brasil. Gallerani é coordenador de pecuária de corte do Igenity.
Garcia compara a decifração do genoma à abertura de uma caixa-preta repleta de informações desconhecidas ou dispersas em centros de pesquisas pelo mundo. "Está à disposição da sociedade uma biblioteca completa e única com informações do DNA bovino que serão exploradas pela comunidade científica para resolver questões práticas que afetam os rebanhos." Ele ressalta a colaboração de 300 pesquisadores em todo o mundo para a conclusão de um trabalho que estabelece um divisor na área da ciência animal.



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CRUZAMENTO INDUSTRIAL

Há pouco mais de uma década, a idade média de abate dos bovinos do Brasil superava os 4 anos de idade. Atualmente, o produtor que não conseguir preparar os animais para o abate com menos de 3 anos, está perdendo dinheiro.
O Brasil é um país continental e os produtores tem de analisar com cuidado as opções disponíveis, como por exemplo: se a raça não de adaptar às condições climáticas, se não ganhar peso com rapidez e se as fêmeas não gerarem uma cria por ano, torná-se inviável.
O cruzamento industrial aumenta os lucros da pecuária, mesmo sendo uma prática cada vez mais comum no Brasil, o cruzamento industrial ainda gera muitas dúvidas para boa parte dos pecuaristas, e tem como principal objetivo aumentar a lucratividade através da produtividade.
Para obter os ganhos com a heterose, necessita-se de alguns cuidados básicos como manejo sanitário, manejo alimentar e conhecimento das raças.
Dessa forma, fica mais fácil encontrar a melhor opção entre as diversas raças disponíveis. O passo seguinte é saber quais os seus atributos determinantes, como adaptação, fertilidade, rendimento de carcaça, temperamento, habilidade materna e precocidade. Vale lembrar que é imprenscindível adquirir genética, mais somente de criatórios que façam seleção, já que estes submetem os animais a severa avaliação e possuem DEP'S comprovadas para atributos essenciais ao aumento da produtividade.

Assim, o cruzamento industrial se trata de mais uma ferramenta à disposição dos pecuaristas para aumentar a produtividade e/ou produzir carcaças de acordo com o nicho de mercado.